
“Abandono o que é pronto
E digo adeus
Eu trago os meus sonhos
Pra somar aos seus
E toda vez que vier
Felicidade vai trazer
A cada vez que quiser
Basta a gente querer
Ser desta vez a melhor”
(Móveis Coloniais de Acaju)


“Eu poderia escrever um texto para essa foto, tudo que pensei ao ver de perto esse senhor sorrindo com o que estava lendo e o mais legal de tudo é que nenhum funcionário ficou vigiando ou quis tira-lo da loja.”







Às vezes as coisas simplesmente não começam para dar certo. Às vezes o sentido delas está em apenas fazer sofrer e virar aprendizado. Talvez nos sirvam para abrir os olhos, fazer-nos ver além do que conhecíamos antes, expandir os horizontes. São esses aparentes desastres que nos ajudam a fortalecer os pilares que sustentam o que somos e como somos. No fim, são as pedras alheias que se tornam nossas estrelas.

Se uma das pessoas que mais admiro na vida, uma das maiores mentes que a humanidade já conheceu, sempre teve consigo o fardo de ser um pacifista, às vezes me pergunto que audácia tenho eu em não fazer o mesmo. São tantas lições que me passou, tantas semelhanças que enxerguei em meio às páginas, que não pude deixar de ver algo dele em mim. Talvez minhas inconsistências sejam em parte um reflexo disso. De um ser igual e diferente ao mesmo tempo. De um enxergar a falha lógica de certo sentimento e ainda assim tomar atitudes e posições que me guiam ao caos. Ou pior: tornar parte de mim sentimentos que fazem o mesmo.
Mas com o tempo vou aprendendo. E como vou! Mesmo em meio ao caos, acho que acabei entendendo o real sentido de certas coisas, o verdadeiro motivo de certas atitudes que tomei. E o quão tola fui. Não sei se tola seria a palavra, imatura talvez. E isso me faz sentir bem. Perceber, quase poder tocar minha evolução, ainda que um tanto dolorida. Às vezes não sei se consigo colocar em palavras - ou até mesmo pensamentos concretos - o quão incrível é o sentimento de olhar para trás e entender como se era, como tudo contribuiu para o presente e de quantas milhões de maneiras diferentes podemos aproveitar o que carregamos até aqui.
Certa vez, um sábio mago disse que a felicidade pode ser encontrada mesmo nas horas mais escuras, se apenas nos lembrarmos de acender as luzes. Somente gostaria de agradecer aos que, independentemente da escuridão, sempre me foram luz.


