Que seja uma janela, a passagem para um mundo desconhecido, confuso, alternando permanentemente entre estados, passando do colorido de um conto de fadas à mórbida escuridão de uma noite de lua nova, sem que antes se possa contar até três. Uma frestinha entre as tábuas da parede para olhar um universo, teimoso em se considerar único e diferente daqueles que o cercam, que, mesmo conhecendo infinitas emoções, pouco sabe sobre a semântica correta para expressá-las. Sobretudo, um universo errante, inebriado e apaixonado pela dimensão de tudo à sua volta e que segue sempre a estrada que escolheu há nem tanto tempo assim: a da felicidade.